segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Rio inicia testes da primeira linha do VLT e anuncia expansão

28/02/2016 - Jornal do Brasil

Com as duas primeiras linhas, que percorrem a região central da cidade, a serem entregues à população a partir de abril, a prefeitura do Rio de Janeiro já projeta a expansão do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) para a zona sul carioca. O anúncio foi feito neste domingo (28) pelo prefeito Eduardo Paes, depois de ter feito a primeira viagem de teste do VLT no trajeto entre a Rodoviária Novo Rio, na zona portuária, e a Cinelândia, no Centro.

Na edição desta segunda-feira (29) do Diário Oficial do Município, a prefeitura vai publicar a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI), primeiro passo para a expansão. “É um chamamento para que empresas se habilitem a desenvolver projetos para o VLT na zona sul. O nosso prazo é ter toda a proposta pronta até outubro, para fazer a licitação até o fim deste ano”, anunciou o secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho. 

Ele adiantou que os pré-projetos apontam para uma expansão de 23 quilômetros no trecho que vai de Botafogo à Gávea, passando por Humaitá e Jardim Botânico. Segundo Pedro Paulo, a prefeitura trabalha com uma previsão de R$ 4 milhões para o desenvolvimento dos projetos iniciais da expansão do VLT.

Primeiras linhas serão entregues em abril
Primeiras linhas serão entregues em abril

“Esses custos serão abatidos futuramente na licitação que vier a ser feita pela prefeitura”, disse. O secretário prevê que, uma vez iniciada, a obra fique pronta em um prazo de dois anos.

O itinerário percorrido hoje pelo prefeito e sua comitiva faz parte da primeira etapa do sistema, que ligará a Rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont, com 18 estações. A linha entrará em operação em abril.

Com capacidade para 420 passageiros por composição, o sistema poderá transportar até 300 mil passageiros por dia na operação plena. Integrado ao Bilhete Único, o VLT será um modal integrador, com conexão para trens, metrô, barcas, ônibus BRT e convencionais, teleférico do Morro da Providência, rodoviária, aeroporto e terminal de cruzeiros marítimos.

Para Eduardo Paes, o VLT representa o resgate do que o Rio perdeu há cinco décadas, com o fim dos bondes. “Talvez o início da tragédia da mobilidade no Rio tenha começado quando se abandonaram os bondes. Espero que o VLT signifique um novo tempo na mobilidade”.

O prefeito pediu a atenção da população para a fase de testes do sistema, que começa a partir desta segunda-feira. “O VLT anda devagar, mas as pessoas devem estar muito atentas e respeitar a sinalização, principalmente nessa fase inicial, para que não haja acidentes”.

Segundo Paes, as duas linhas – a segunda, com as obras mais atrasadas, ligará a estação das Barcas à Central do Brasil - estarão funcionando antes dos Jogos Olímpicos. Como o VLT não terá cobradores e nem catracas, a validação do bilhete único será feita pelo próprio passageiro, em máquinas no interior de cada composição.

O prefeito ressaltou a necessidade da fiscalização para evitar que pessoas usem o novo meio de transporte sem pagar, mas disse que confia na população. “O carioca é honesto. A gente vai inaugurar aqui um novo tempo de civilidade na cidade do Rio de Janeiro”.

Segundo o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, a multa para o passageiro que for flagrado pelos fiscais da prefeitura viajando no VLT sem pagar será de R$ 170, de acordo com proposta que será encaminhada à Câmara Municipal.

Prefeitura publica abertura de licitação para VLT até a Zona Sul nesta segunda

29/02/2016 - O Dia

Com o novo meio de transporte, terceira viagem no Bilhete Único Carioca custará R$ 2,10. Tarifa única é de R$ 3,80

RICARDO SCHOTT

Rio - A prefeitura publica nesta segunda-feira no Diário Oficial a abertura da licitação para escolher a empresa que fará os estudos para a expansão do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) para a Zona Sul. Neste domingo, o prefeito Eduardo Paes acompanhou o primeiro teste com passageiros no trajeto do VLT, entre a Rodoviária Novo Rio e a Cinelândia. 

O prazo para a entrega dos estudos é de seis meses e Paes pretende licitar as obras até o fim do ano. O coordenador municipal de Governo, Pedro Paulo, que acompanhou Paes nos testes, disse que a nova linha deve seguir em direção à Gávea, onde está prevista uma estação do metrô para 2017. Segundo ele, os pré-projetos apontam para uma expansão de 23 quilômetros pelo trecho Humaitá, Jardim Botânico até a Gávea.

Eduardo Paes e Pedro Paulo no teste do VLT com passageiros neste domingo
Foto: Divulgação

De acordo com a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) publicada no Diário Oficial, a prefeitura terá trinta dias para escolher a empresa ou consórcio que trará soluções para o VLT da Zona Sul. Em um primeiro momento, será feita uma pesquisa para verificar o potencial atual de usuários do sistema, além de uma projeção da demanda. “Esta linha dá sequência à estratégia da prefeitura de estimular e privilegiar o transporte público limpo, onde hoje circulam carros que criam congestionamentos e poluem a cidade. Nosso plano é aumentar a oferta de transporte de alta capacidade e tornar a cidade cada vez mais convidativa ao pedestre”, acrescentou Pedro Paulo.

O VLT não tem catracas ou cobradores e a forma de pagar a passagem é validando o bilhete eletrônico em máquinas no interior da composição. O secretário municipal de Transportes do Rio, Rafael Picciani, que também acompanhou os testes deste domingo, anunciou que, com o uso do VLT, a terceira viagem do Bilhete Único Carioca (BUC) terá o valor de R$ 2,10. Com o BUC, é possível fazer duas viagens, usando BRT, ônibus e, a partir de abril (previsão do início da operação), de VLT, pagando somente os R$ 3,80 da tarifa básica. A passagem única do VLT também custará R$ 3,80, como foi anunciado na semana passada.

A prefeitura vai enviar à Câmara dos Vereadores projeto de lei para estabelecer multa no valor de R$ 170 para quem for pego viajando no VLT sem pagar a passagem. Os trens do VLT já vêm desde outubro fazendo testes noturnos pela Região Portuária, no Santo Cristo, na Gamboa e na Saúde. Testes diurnos acontecerão com mais frequência a partir de agora.

O primeiro trecho do VLT começa a operar em abril, percorrendo 18 estações (da Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont, passando pela Avenida Rodrigues Alves, Praça Mauá e Avenida Rio Branco). O tempo estimado para o percurso é de trinta minutos.

Prefeitura anuncia licitação do VLT para a Zona Sul até o fim do ano

28/02/2016 - O Globo

Bonde moderno passou pelo primeiro teste com passageiros até a Cinelândia
   
POR RENAN ALMEIDA  

Veículo Leve Sobre Trilhos chegando na Cinelândia - Custódio Coimbra / Agência O Globo


RIO - A prefeitura anunciou que a primeira etapa para a expansão do serviço de Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) para a Zona Sul da cidade começa amanhã, com a publicação da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) — uma espécie de chamada para empresas desenvolverem o projeto para a linha. O objetivo da prefeitura é ter os estudo até outubro e licitar as obras até o fim do ano. O anúncio foi feito na manhã deste domingo, depois que o VLT realizou o primeiro teste com passageiros no trajeto entre a Rodoviária Novo Rio e a Cinelândia. Na viagem até o Centro, o prefeito Eduardo Paes esteve acompanhado pelo secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, e pelo coordenador municipal de Governo, Pedro Paulo.

Os trilhos do VLT carioca já se incorporaram a paisagem do Centro e são a representação mais recente de uma espécie de volta ao passado na história do RioAté 2017, serão 2 milhões de usuários por dia nas linhas férreas no Rio.

INFOGRÁFICOTransporte sobre trilhos no Rio

— Os pré-projetos apontam uma expansão de 23 quilômetros, até a Gávea. Nosso cronograma é que toda a proposta das empresas interessadas esteja pronta até outubro — explicou Pedro Paulo. — Acreditamos que é possível fazer a obra em dois anos, mas esses prazos ainda dependem da conclusão dos estudos.

O projeto de apresentação do VLT para a Zona Sul prevê estações na Glória, Flamengo, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea. Boa parte dos bairros por onde o VLT passa não é atendido pelo metrô. Por isso, segundo a prefeitura, a ideia é que os novos trens sirvam para integrar os passageiros aos meios de transporte que percorrem distâncias maiores.

— Talvez, o início da tragédia de mobilidade do Rio tenha começado quando o Rio abandonou os bondes. A gente espera que o VLT seja um novo tempo na mobilidade — disse Eduardo Paes.

No teste deste domingo, o bonde moderno percorreu os 5 quilômetros que separam a rodoviária da Cinelândia em pouco mais de 20 minutos, passando por 16 das 18 estações previstas na primeira fase de operação. Embora muito silencioso, o novo transporte parecia uma celebridade e arrancou dezenas de selfies por onde passava. A velocidade média foi de 15km/h, mas chegou a alcançar 40km/h em trechos da Zona Portuária. Cada trem do VLT terá capacidade para 420 passageiros e funcionará durante as 24 horas do dia.

Passagem do VLT animou quem estava na Praça Mauá - Custódio Coimbra / Agência O Globo

Dentro do trem, o prefeito Eduardo Paes testou o aparelho que verifica se o usuário pagou a passagem. Trata-se de um dispositivo semelhante às maquinas de cartão de crédito. Com ele em mãos, o fiscal solicitará ao usuário que aproxime seu cartão pré-pago (Riocard ou Bilhete Único) e o visor exibirá mensagem informando se houve cobrança ou não naquele cartão. O cartão pré-pago é a única forma de pagamento..

Sem catracas ou cobradores, o próprio passageiro deverá validar o bilhete em máquinas no interior do trem. A tarifa é de R$ 3,80. O sistema aceitará o Bilhete Único, que permite fazer duas viagens ao custo de uma só. No caso da terceira perna, o valor da tarifa cairá para R$ 2,10. Quem não validar a passagem estará sujeito a multa estipulada em R$ 170 — que está em fase de regulamentação. Fiscais percorrerão os trens e abordarão passageiros aleatoriamente para checar se o pagamento foi feito.

— É uma mudança de paradigma, uma mudança de cultura. Temos certeza que o carioca e os visitantes vão se adaptar a essa nova mudança — sustentou Rafael Picciani. — Quando se oferece um serviço de qualidade, o cidadão respeita e faz a sua parte.

Desde outubro, os trens já fazem testes noturnos pela Região Portuária, sem passageiros. A partir de agora os testes diurnos pelo movimentado Centro da cidade passará a ser rotina, como preparação para o início de operação com usuários. O primeiro trecho do VLT começa a operar em abril, com 18 estações (da Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont, passando pela Avenida Rodrigues Alves, Praça Mauá e Avenida Rio Branco). O tempo estimado para o percurso é de 30 minutos. De acordo com a prefeitura, o investimento no VLT é de R$ 1,156 bilhão, sendo R$ 624 milhões da iniciativa privada e o restante custeado pela União.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-anuncia-licitacao-do-vlt-para-zona-sul-ate-fim-do-ano-18768245#ixzz41YUXoBpB 
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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Tarifa do VLT custará R$ 3,80, como as passagens de ônibus do Rio

27/02/2016 - O Globo 

RIO - A prefeitura anunciou ontem que a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) custará R$ 3,80, mesmo valor da tarifa de ônibus. As composições não terão catracas nem cobradores, apenas validadores do Bilhete Único. Uma equipe de fiscalização da concessionária checará a validação dos bilhetes. Em caso de infração, agentes públicos serão acionados e deverão aplicar uma multa de R$ 170. O projeto de lei será enviado para aprovação na Câmara de Vereadores.

Segundo a Secretaria municipal de Transportes, das 32 estações previstas, 18 serão entregues em abril, ligando a Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont. A instalação de todas as paradas da primeira etapa já começou. Por enquanto, apenas a parada da rodoviária terá bilheteria.

Na madrugada de quinta-feira foi feito um teste do VLT pela Avenida Rio Branco, no Centro, que durou cerca de quatro horas. Segundo o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, já foram feitos cerca de seis testes com o novo meio de transporte.

— Os vagões são muito confortáveis, e o deslocamento, silencioso, é feito sem desníveis. O VLT é impressionante, parece um tapete voador — atesta o secretário, comentando a performance do veículo. — O feedback do consórcio operador é que as viagens estão sendo feitas da forma esperada.

A velocidade média das composições será de 15 quilômetros por hora. O intervalo estimado entre elas é de 3 a 15 minutos, a depender do horário. O segundo trecho está previsto para ser entregue no segundo semestre e ligará a Praça Quinze à Central do Brasil. De acordo com a prefeitura, haverá integração com barcas, trens, metrô e BRT.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

VLT faz primeira viagem oficial pela Rio Branco no domingo

26/02/2016 - Agencia O Globo

RIO - O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, confirmou nesta quinta-feira que o primeiro teste oficial do VLT Carioca pela Avenida Rio Branco (Centro) ocorrerá neste domingo. O prefeito Eduardo Paes percorrerá um trecho da via a partir das 8h. A decisão foi tomada após testes nos sistemas feitos nas noites de terça e quarta-feira. Ao longo de março, serão feitos outros testes operacionais, inicialmente apenas à noite, sem passageiros A previsão é que a primeira linha de VLT (Rodoviária-Aeroporto Santos Dumont) comece a operar comercialmente em abril.

http://www.portaldoholanda.com.br/rio-de-janeiro/vlt-faz-primeira-viagem-oficial-pela-rio-branco-no-domingo-0

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

BNDES corta até 43% dos recursos para mobilidade do Rio

30/01/2016 - O Dia - RJ

Rio - Enquanto a crise avança, os investimentos em mobilidade urbana começam a dar marcha à ré. Os financiamentos do BNDES para projetos no setor, no Rio, deverão sofrer um tombo superior a 43% em 2016. É a primeira vez, desde 2012, que a instituição prevê queda nos recursos para empreendimentos da área no estado.

A expectativa para o resto do país também não é animadora: o banco estima uma baixa de 20% a 25% nos créditos para o segmento este ano, em todo o Brasil. O motivo apontado pelo BNDES é a crise econômica que atinge estados e municípios, freando a elaboração de novos projetos públicos e privados. "Temos pouca entrada de novos projetos e os antigos já estão em ritmo de desembolso. Sem novos, o desembolso deve cair. É importante que sejam elaborados novos projetos para que a carteira volte a crescer”, explica Anie Amicci, gerente de Mobilidade e Desenvolvimento Urbano do BNDES.

Dois novos projetos privados, ainda não aprovados, estão em análise pelo banco para 2016 no Rio. Um deles, da concessionária Rio Terminais, prevê melhorias nos terminais de ônibus de Nilópolis, Nova Iguaçu, Menezes Cortes e Américo Fontenelle — os três primeiros já estão em obras. O segundo refere-se a melhorias na Ponte Rio-Niterói e imediações, exigidas à EcoPonte na licitação. As principais intervenções serão construção de alça de ligação entre a ponte e a Linha Vermelha, merguhão em Niterói e ligação com a Avenida Brasil. Os financiamentos são de R$ 40 milhões para a Rio Terminais e R$ 970 milhões para a EcoPonte.

Os desembolsos do BNDES para mobilidade no Rio eram inexistentes até 2011. Em 2012, foram liberados R$ 135 milhões, saltando para R$ 318 milhões em 2013, R$ 1,9 bilhão em 2014 e R$ 4,4 bilhões em 2015. A alta no período foi de 3.190%. A previsão de liberação para 2016 é de R$ 2,5 bilhões, considerando os projetos novos e os antigos.

No Brasil, crédito deve cair 20%

No Brasil, os créditos do BNDES para projetos de metrô, trem, VLT, BRT e outros empreendimentos de mobilidade subiram de R$ 6,4 bilhões, em 2014, para R$ 8,5 bilhões, em 2015. Em 2016, não devem passar de R$ 6,8 bilhões, se a queda for de 20%. O crescimento era contínuo desde 2007.

No fim do ano passado, o Ministério das Cidades sinalizou que o orçamento da União para obras de mobilidade também sofrerá corte em 2016 e deve ser menor do que o R$ 1 bilhão previsto para 2015.

"Qualquer queda de financiamento é ruim, principalmente para o setor de mobilidade, que viveu duas décadas sem investimento”, avalia Marcos Bicalho, diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

"A orientação do governo tem sido focar nos projetos em andamento e liberar menos recursos para os novos”, aponta o coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte (MDT), Nazareno Affonso.

Os projetos fluminenses que constavam na carteira do BNDES em 2015 e continuam em 2016 são a Linha 4 do metrô, o VLT do Centro, a duplicação do Elevado do Joá, a ciclovia da Niemeyer (já inaugurada), o trecho de ligação da Transolímpica com o BRT Transbrasil, a via expressa do Porto Maravilha e a conclusão do Transoeste, entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, além de investimentos da SuperVia.