quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Rio Branco para pedestres

27/01/2013 - O Globo, Fábio Vasconcellos e Selma Schmidt

Prefeitura pretende fechar ao tráfego trecho da avenida entre a Nilo Peçanha e a Santa Luzia

Em 2016, completam-se 111 anos da inauguração da Avenida Central (atual Rio Branco), marco da administração do prefeito Pereira Passos. Construído nos moldes parisienses, o boulevard era surpreendentemente largo para os padrões da época. Mas, se o projeto do passado permitiu ampliar a circulação viária, em 2016 será a vez de a prefeitura acabar com o tráfego de veículos em pelo menos parte da via, com a criação do chamado Boulevard Rio Branco, entre a Avenida Nilo Peçanha e a Rua Santa Luzia.
Essa é apenas uma das inúmeras intervenções previstas no Centro e na Zona Portuária para os próximos três anos, que incluem fechamento de trechos de mais vias, inversão de tráfego, seis VLTs (os chamados bondes modernos) e uma rua exclusiva para o BRT Transbrasil, que terá um mergulhão sob as pistas do Aterro até a futura estação, vizinha ao Aeroporto Santos Dumont. Quem frequenta a já congestionada região vai precisar de muito mais paciência. O aviso é do próprio prefeito, Eduardo Paes:
- Viveremos um período de muito tumulto, a partir do próximo semestre. Vamos buscar gerenciar a execução dessas obras da melhor maneira possível, para que causem o menor transtorno ao tráfego, mas elas são muito complexas. O que se pede é a compreensão da população nesse período de mudanças. Podem xingar, mas com suavidade. Estamos criando condições para implantar um transporte público de altíssima qualidade. Essa é a única maneira de podermos pedir às pessoas para deixarem de usar o carro.
O Boulevard Rio Branco, que antes chegou a ser anunciado para toda a avenida, ganhou uma versão reduzida. No trecho entre a Nilo Peçanha e Santa Luzia, há uma espécie de corredor cultural da cidade. É lá que ficam os teatros Municipal e Glauce Rocha, o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, e restaurantes e livrarias que são referência no Rio. Os comerciantes acham a nova versão do boulevard mais interessante.
- Pode deixar a avenida mais bonita, incentivando as pessoas a usarem mais o transporte público - diz João Alberto Lima da Costa, sócio, com José Augusto, da Leiteria Mineira, um dos tradicionais restaurantes do Centro, e que está localizado no trecho que será fechado.
Já Milena Dochiade, gerente da Livraria Leonardo da Vinci, no Edifício Marquês do Herval, tem uma preocupação:
- Gosto da criação do boulevard. Mas é preciso pensar como os idosos, por exemplo, poderão chegar de táxi até os prédios.
O arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e professor da UFRJ, ressalta que a medida precisa ser bem discutida. Na avaliação dele, a importância da Rio Branco é nacional, porque a sua criação teve um impacto muito maior do que permitir uma melhor circulação no Centro:
- Não sou contra intervenções. As cidades são dinâmicas. Mas qualquer intervenção numa via, como a Rio Branco, precisa ser muito discutida com a sociedade. Não pode ser uma decisão autocrática. Essa avenida tem uma importância simbólica para o Rio e para o Brasil.
Pelo projeto, pedestres dividirão o boulevard com uma das linhas de VLT que será criada. O piso do calçadão será de granito, nas cores cinza (claro e escuro) e vermelho. Paes decidiu que o espaço não terá cadeiras e bancos. Mas poderá ter esculturas. O prefeito quer montar uma comissão para escolher peças a serem feitas por artistas brasileiros. Trechos da Rua Evaristo da Veiga (até a Rua Senador Dantas) e da Avenida Nilo Peçanha (até o Largo da Carioca) não terão tráfego e serão incorporados ao boulevard. O grande calçadão só será cortado pela avenida Almirante Barroso.
Boulevard terá via de serviço
Mas o subsecretário executivo de Transportes, Alexandre Sansão, informa que, no trecho do boulevard, será criada uma via de serviço, para permitir acesso a garagens e operações de carga e descarga.
-Ninguém ficará impedido de entrar em sua garagem nem de receber mercadorias - garante Sansão.
O projeto para a Rio Branco prevê ainda que o trecho entre a Rua Visconde de Inhaúma e a Avenida Nilo Peçanha terá mão dupla (hoje o sentido é único). Nas laterais, passará o VLT e, no centro, circularão os demais veículos. O fechamento de um trecho da Rio Branco provocará mudança de tráfego em vias paralelas. A Avenida Graça Aranha e a Rua México mudarão de mão. E a Nilo Peçanha terá mão dupla entre a México e a Rio Branco.
A chegada do BRT ao Centro também será recheada de mudanças viárias. Mais que isso: Sansão estima que 70% dos ônibus atuais deixarão de circular na região. Hoje, pelo local, passam 462 linhas, sendo 290 municipais. Isso porque os que trafegam pela Avenida Brasil virarão veículos articulados de alta capacidade, e os intermunicipais vão parar num terminal fora do Centro.
Em mão dupla, o BRT Transbrasil passará pelas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas. Para que os ônibus articulados possam seguir o seu caminho, a prefeitura decidiu transformar a Rua Primeiro de Março em corredor exclusivo de BRT. Ao chegar à Avenida Presidente Antônio Carlos, uma das pistas será reservada aos articulados. As outras ficarão para os demais veículos.
- Ainda estamos estudando, mas provavelmente o BRT passará pela pista ao lado do Tribunal de Justiça - explica Sansão.
Segundo o secretário de Obras, Alexandre Pinto, para que o BRT possa cruzar o Aterro, a solução será construir um mergulhão de 400 metros de extensão. Como o Parque do Flamengo é tombado, semana passada Paes começou a se reunir com o Iphan para tratar do projeto.

Prefeitura do Rio adia licitação de linhas de VLT

30/01/2013 - Extra/RF

A Prefeitura do Rio de Janeiro adiou indefinidamente a realização da licitação para construção e exploração das linhas de bondes na Zona Portuária. A entrega de propostas para execução dos serviços aconteceria na tarde de terça-feira (29/01), mas, de acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, a concorrência teria sido postergada a pedido de empresas interessadas em participar da disputa para que houvesse mais tempo para melhorar as proposições econômicas.

Já a Casa Civil apresenta outro motivo para o adiamento. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o Tribunal de Contas do Município não teria concluído a análise do edital. Sem o aval do TCM, a prefeitura estaria impedida de realizar a licitação.

Procurado, o TCM ainda não se pronunciou.

O projeto prevê seis linhas de bondes que circularão no Centro e na Zona Portuária, com 28 quilômetros de trilhos e 42 estações, com uso do Bilhete Único Carioca. As composições serão refrigeradas e poderão transportar até 450 passageiros. Pelo cronograma original das obras, a Avenida Rio Branco deveria ser interditada no segundo trimestre deste ano.

Dois desses trajetos passarão pela Rio Branco, ligando a Avenida Presidente Antônio Carlos à Central do Brasil e à Rodoviária Novo Rio. Com os bondes ali, a Rio Branco será fechada entre a Avenida Nilo Peçanha e a Rua Santa Luzia - mas só depois da implantação do Transbrasil, o corredor exclusivo de ônibus entre Deodoro e o Centro.

Só na Rio Branco, trafegam 146 linhas de ônibus, com mais de 22,1 milhões de passageiros por mês. A sua interdição permanente retiraria dali cerca de 2.100 coletivos de uma só tacada.

Os outros quatro trajetos de bonde serão Central-Aeroporto Santos Dumont (via Saara), Central-Praça Mauá, Central-Rodoviária e Rodoviária-Praça Mauá. Orçado em R$ 1,1 bilhão e com R$ 500 milhões do governo federal, o projeto foi elaborado pelo Grupo CCR, controlador da Ponte Rio-Niterói, da Via Lagos e das barcas - que terá uma estação de bonde na sua porta, na Praça XV.

RF – A assessoria de imprensa do projeto Porto Maravilha informou à Revista Ferroviária que a nova data de entrega das propostas será anunciada após aprovação do edital pelo Tribunal de Contas do Município.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro - Década de 1950

Sem Data - Transporte público - Bondes na cidade do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - 1956

RJ 06.09.1956. Logradouros. Viadutos. Viaduto Ana Néri.
De bonde o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou de forma original o viaduto Ana Néri, junto com o prefeito Negrão de Lima e outras autoridades - Neg.: 2452 - Arquivo / Agência O Globo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Centro - 1959

13.01.1959 - Foto de Arquivo - Rio de Janeiro, Morro de Santo Antônio, abrigo de bondes de Santa Tereza

Centro - 1958

13.08.1958 - Foto de Arquivo - Rio de Janeiro, Tabuleiro da Baiana, abrigo de bondes da Zona Sul.

Centro - 1959

19.08.1959 - Foto de Arquivo - Rio de Janeiro, Avenida República do Chile.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro - 1958

RJ 13.09.1958. Rio de Janeiro. Rio Antigo. Largos. Largo da Carioca. Tabuleiro da Baiana, abrigo de bondes da Zona Sul. Neg.: 5669 - Arquivo / Agência O Globo

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro 14/11/1957 Tijuca. Rua do Matoso esquina com Hadock Lobo. Bonde. Foto Arquivo / Agência O Globo. Neg: 10249-01

Rio de Janeiro 14/11/1957 Tijuca neighborhood / Archives O Globo

sábado, 19 de janeiro de 2013

Moradores querem os bondes nos trilhos

20/12/2012 - O Globo

Moradores querem os bondes nos trilhos

Amast pede que prefeitura intervenha na velocidade excessiva dos micro-ônibus que circulam no bairro

Érica Magni

erica.magni@oglobo.com.br

Drama. Schwarzstein (à esquerda), Marli e Amada: reivindicações

Felipe Hanower

O que sobrou do bonde para moradores e visitantes de Santa Teresa é só uma pintura na parede. E, enquanto o veículo não volta a circular, o bairro vem sofrendo com a falta de mobilidade urbana, com micro-ônibus trafegando em alta velocidade, como ressalta documento da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), cujos membros se reuniram com o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório.

O ponto mais urgente abordado pelos moradores foi a necessidade de a prefeitura intervir na redução da velocidade dos micro-ônibus das linhas 006 (Silvestre-Castelo) e 014 (Paula Matos-Castelo) por meio de um dispositivo eletrônico, que não poderia ser convencional. Isso porque as ruas precisariam de um sensor mais elaborado, focado especificamente nos ônibus, e também do mapeamento de pontos perigosos, como curvas acentuadas, onde os acidentes são recorrentes.

- No mês passado, tivemos um acidente com 16 feridos. Um ônibus bateu no poste num dia de chuva. Infelizmente, não foi o primeiro nem será o último, nossas vidas estão em perigo. Precisamos logo da intervenção das autoridades - diz Marli Soares, moradora do bairro.

Segundo moradores, a ausência do bonde circulando pelo bairro tem deixado graves consequências, como desordem urbana, já que Santa Teresa recebe centenas de turistas durante todos os meses do ano, principalmente em período de férias e festas.

- O bonde era o marca-passo da circulação, ele delimitava a velocidade dos veículos, limitava vagas de carros. Agora, todos estacionam onde querem, isso reduz os espaços nas ruas. Essa foi a terceira reunião com a Secretaria de Transportes em menos de três meses. Fomos bem recepcionados e muito foi dito com anseio de melhorias. Mas entendemos que o plano deve ser urgente e eficaz - afirma Jacques Schwarzstein, diretor de transportes da Amast.

Segundo ele, a CET-Rio prometeu enviar um técnico para fazer as marcações dos pontos onde as sinalizações serão instaladas, a fim de minimizar os riscos nas ladeiras com paralelepípedos.

- Precisamos do apoio de todos para mobilizar essas ações com mais rapidez. Ideias inovadoras também são bem-vindas - diz Nilo Amada, morador há 46 anos.

Várias outras questões urgentes foram abordadas, como a garantia de mobilidade segura para os pedestres.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Bondes não terão mais exclusividade nas vias

05/01/2013 - O Globo

Edital de licitação foi modificado na última sexta-feira

RIO — Em meio ao frenético vaivém no Centro, os transtornos relatados por motoristas e pedestres demonstram o quanto a confusão do tráfego afeta a vida das pessoas. Condutor de ônibus há quatro anos, Antônio Carlos Almeida, de 49 anos, diz que chega a ficar até duas horas e meia preso ao volante para cumprir o caminho entre Sepetiba e o Centro do Rio. Ele conta que os congestionamentos nas ruas do Centro estão entre os maiores problemas do trajeto:
— Esses bondes que estão prometendo também tirariam muito carro da rua — diz ele.

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O VLT, contudo, não deverá ter exclusividade de circulação nas vias por onde vai passar. Uma correção ao edital de licitação publicada na última sexta-feira classifica o bonde como o transporte "preferencial" nas ruas incluídas no trajeto. Antes, o texto afirmava que o VLT seria o único meio de transporte nestas vias. O novo edital excluiu ainda uma cláusula que previa que o consórcio vencedor da licitação pudesse explorar linhas alimentadoras de ônibus junto com o VLT. Questionado se os bondes decretarão o fim dos coletivos no Centro, o secretário de Transportes foi cauteloso:
— Não será possível ter ônibus ou veículo zero no Centro. Estamos planejando para saber se há necessidade de manter alguma linha que não seja o BRT — explicou Osorio.
Bilhetes deverão custar R$ 3
Segundo a Cdurp, projeções apontam que, com a revitalização, a Zona Portuária poderá ganhar mais 100 mil habitantes até 2020. Gente que usaria os bondes com os trabalhadores de outras áreas da cidade e da região metropolitana que circulam diariamente na região. Atualmente, das 6h às 9h, os ônibus municipais e intermunicipais despejam cerca de 334 mil passageiros no Centro.
Projetado para circular com carros articulados adaptados para atender a diferentes demandas, o VLT poderá, de acordo com o movimento, trabalhar com uma combinação de dois a oito carros. Cada carro terá capacidade para transportar até 450 passageiros, e o intervalo entre os VLTs deverá variar entre 5 e 15 minutos.
Do custo total do empreendimento, R$ 532 milhões virão do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade (PAC), do governo federal. O restante terá que ser adiantado pela iniciativa privada. Esses valores serão pagos pela prefeitura ao consórcio em 15 anos, a partir da entrada em operação das primeiras linhas. O prazo de concessão do VLT será de 30 anos e a previsão inicial é que o valor do bilhete fique em torno dos R$ 3.

VLT pode gerar economia de até R$ 410 milhões ao ano no Rio

05/01/2013 - O Globo

Estudo quantifica até emissões de carbono e tempo de deslocamento

Estudo estima que, com a instalação do VLT, o tempo de deslocamento na Avenida Rodrigues Alves e em outras vias importantes do Centro diminua, o que reduziria emissões de carbono, gastos com combustível e até mesmo acidentes de trânsito Custodio Coimbra
RIO — O sistema de bondes que a prefeitura quer ver operando no Centro do Rio antes dos Jogos Olímpicos de 2016 tem potencial para gerar uma economia de até R$ 410 milhões ao ano para o bolso dos cariocas e para os cofres públicos. Os números são resultado de um cálculo financeiro que leva em conta o tempo de deslocamento nos transportes público e individual, o gasto com combustíveis, as emissões de carbono dos veículos que deixarão de circular na região, a redução do número de acidentes de trânsito e até mesmo gastos com a saúde da população. Os dados fazem parte do estudo da viabilidade técnico-econômica do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) encomendado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) para o edital de licitação do sistema, publicado em dezembro.

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— O objetivo era avaliar o VLT nos aspectos técnicos, operacionais, econômicos e financeiros. Nesse contexto, o estudo detalhou os impactos na economia. A aposta da prefeitura é que o VLT vai racionalizar o transporte. No fim, o ganho será dos passageiros, que ficarão menos tempo na rua e gastarão menos combustível, e do poder público, que gastará menos com a conservação de ruas e com despesas em saúde — explica o presidente da Cdurp, Alberto Silva.
Como se propõe a tirar o maior número possível de ônibus e veículos particulares das ruas, o VLT ajudaria a enxugar o tempo de deslocamento de quem circula no Centro. Essa economia, segundo a Cdurp, seria de R$ 235 milhões ao ano.
209 mil veículos por dia
Já a economia com combustíveis seria de R$ 108 milhões ao ano. Dinheiro que deixaria de ser gasto pelo carioca preso no trânsito e pelas empresas de ônibus e transporte de carga e de serviços nas vias mais disputadas e congestionadas da cidade. Dados da CET-Rio mostram que a Avenida Presidente Vargas recebe entre 50 mil a 209 mil veículos por dia, dependendo do trecho. Cerca de 104 mil veículos por dia disputam espaço na congestionada Avenida Francisco Bicalho, que fica na área de influência do VLT. Coração do Centro, a Rio Branco recebe quase 37 mil veículos diariamente.
Os passageiros, por sua vez, esperam que a reorganização do transporte no Centro traga também mais qualidade para o serviço. Evitando, por exemplo, situações como de Magali Jordão, funcionária da Transpetro que anda com um rolo de fita adesiva na bolsa para se proteger das saídas de ar-condicionado dos ônibus que pega para chegar em casa.
— Não é só uma questão do tempo de viagem, que pode chegar a três horas. Os ônibus são velhos. As saídas de ar não têm mais a proteção que direciona o vento. Aí é preciso tapar com fita, que fica permanentemente na minha bolsa. Os ônibus também não respeitam horário — diz Magali, ao embarcar num coletivo.

Cronograma do projeto está atrasado

05/01/2013 - O Globo

Duas primeiras linhas não ficarão prontas para a Copa do Mundo

RIO — Orçado em R$ 1,15 bilhão, o VLT terá 30 quilômetros de malha, seis linhas e 42 pontos de parada, integrando pontos como Rodoviária Novo Rio, o Aeroporto Santos Dumont, a estação de passageiros do Porto do Rio e a estação das Barcas na Praça XV. A concorrência está marcada para o próximo dia 29. O cronograma de implantação, contudo, está atrasado. Inicialmente, a prefeitura esperava concluir a escolha do consórcio responsável pelas obras e pela operação do sistema em outubro do ano passado.

As duas primeiras linhas, que circulariam pela Zona Portuária, atravessando a Avenida Rio Branco até a Cinelândia, ficariam prontas antes da Copa do Mundo, em 2014. Agora, só deverão ser entregues em janeiro de 2015. O sistema completo, que inclui um ramal que ligará a Praça Tiradentes até as barcas, deverá entrar em operação um ano depois.

O VLT faz parte do projeto Porto Maravilha, de revitalização da Zona Portuária, que inclui também a derrubada do Elevado da Perimetral. O projeto prevê a integração do VLT aos ônibus, trens, metrô e barcas, através do bilhete único. A demanda pelo serviço é estimada em 220 mil passageiros por dia.